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Qual a pergunta do teu corpo?

Se DOR é sempre uma resposta, o estado do tecido não determina seu aparecimento ou intensidade e não é sinônimo de lesão (machucado); como gerenciar, manejar, livrar-se dela?

Essa é a pergunta da VIDA! 

Nas diversas culturas a dor é interpretada de diferentes maneiras ao longo da história, dentre elas: o conceito de dor física ou moral, de castigo divino e até sinal de maturidade a definiu. 

Para o Homem ela é uma inimiga a ser combatida desde a era das cavernas e segue nos dias atuais mesmo que, fisiologicamente, seja um sinal de alarme e preservação da vida.

Que a dor aguda tenha bem clara sua função defensiva, a crônica não parece ter qualquer vantagem; são múltiplas, variadas, persistentes e responsáveis pela busca incessante das pessoas por tratamentos a fim de cortar "este mal" pela raiz.

E agora vem a ciência nos informar que aprendemos a sentir dor e que esse aprendizado é colocado em prática de tempos em tempos, principalmente passados 03 meses de dores persistentes. Será possível desaprendê-la? Antes disso, será que todos aprendemos da mesma maneira para então desaprender?

Ainda buscamos as respostas, mas o que se sabe é que o analgésico e toda a frota de fármacos utilizados para o controle ou eliminação da dor, não dão mais conta.

Assim, se faz urgente construirmos estratégias, além da cápsula oral, para o manejo dessa desagradável companheira que quando crônica, se desperta sem avisar (ou será que a despertamos sem se quer saber?) e por vezes nos derruba.

Procurar o que pode provocá-la será muitas vezes um exercício nada confortável, o de olhar para dentro e revirar hábitos (criados ou herdados), identificá-los, modificá-los...

- Ahhh! Uma cápsula será mais eficiente, amortecerá  as "doralices"! Já não o é. O corpo pede socorro e atenção para a causa. Qual será a causa?!

Programas de auto-gerenciamento da dor propõem, além do seu manejo, a possibilidade de identificar o que desperta a resposta dolorosa. 

Uma vez não tão eficazes os múltiplos tratamentos farmacológicos da dor ou melhor, antes mesmo de buscar por eles, fica a sugestão de encarar a aventura de descobrir qual a pergunta do seu corpo! 

E enquanto buscar pelas perguntas, não deixe de exercitar o corpo e a mente. A atividade física é um dos principais aliados (se não o principal) no alívio da dor crônica assim como estimular a mente. 

Espero que essa modesta sequência tenha despertado o interesse de rever a relação causa x tratamento da DOR. Não deixe de cadastrar seu e-mail para receber as matérias da próxima semana assim que forem publicadas. 

Abraço,

Letícia B. Fagundes
CREFITO -95.953-F

Especialização em Fisioterapia Neurofuncional
Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica (em curso)


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