Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de março, 2022

Não se isole em frente a televisão

Quando seu familiar estiver acamado e alguém sugerir colocar uma televisão no quarto, agradeça . Vá com ele para a sala, jardim, cozinha. S aia do quarto o quanto antes. Substitua a tv pelo movimento da casa, da rua. Leia em voz alta as notícias do jornal para seu familiar se conectar ou reconectar com a realidade, cante suas músicas favoritas, reze... mas não se isolem no quarto, em cima da cama em frente a televisão, POR FAVOR! Quem é que consegue passar o dia, a semana, as vezes meses ou anos assistindo missa atrás de missa (culto) ou noticiário sensacionalista? Socorro! Ninguém merece, é alienação na certa. Insira seu familiar na rotina da casa, não importa o diagnóstico, não espere as coisas melhorarem. Faça. I sso o ajudará tanto quanto os tratamentos especializados. Isso é vida. Sugira/convide seu familiar ou amigo acamado para assistir algum esporte ou filme ou documentário, algo que possam discutir e conversar depois, não tv no quarto gerando ruido dia e noite. Combinado? E le...

É só uma dúvida?

Não. Não é "só", é a sua dúvida. E ela precisa ser esclarecida.  Orientação e informação antes da alta hospitalar é direito e dever. É isso mesmo, toda pessoa tem o direito de ser informada e orientada quanto aos cuidados necessários para seu tratamento antes de receber alta hospitalar, e de modo especial, no pós AVC ou lesão medular. A equipe multiprofissional (seja ela multidisciplinar ou não) deverá orientar e informar pacientes e seus familiares sobre os cuidados e tratamentos imediatos indispensáveis. O objetivo da matéria é incentivar uma conversa sobre detalhes simples que raramente são abordados. As famílias precisam ser melhor orientadas antes da alta hospitalar, informações simples potencializam a recuperação e minimizam sequelas. Tanto o sobrevivente do AVC, que tem parte ou a totalidade dos movimentos do seu corpo comprometidos, quanto seu familiar, não fazem ideia do que os esperam na volta pra casa.  É inimaginável o sentimento de desamparo desse retorno às escu...

Estamos mesmo sozinhos?

Hotelaria LB Em meio a sufocos e conquistas, tanto as dificuldades quanto as superações nos tomam tempo e energia. Nas andanças da vida o que vale, e perdura, é não precisarmos enfrentar as adversidades sozinhos. Diante de um problema profissional ou pessoal, somos seres coletivos, sociáveis e o simples fato de podermos contar com alguém, conforta nosso cérebro, sentimentos saúdaveis e restauradores são despertados e então no final das contas a gente acha o caminho. Isso mesmo, evoluímos enquanto pessoas a partir do convívio com o outro - desde a barriga das nossas mães - e, conforme nos isolamos na vida adulta, prejuizos começam a aparecer. Prejuízos? Sim. O isolamento complica a aquisição de novas habilidades, aprendizagens e a consolidação de novas memórias, afetando inclusive, a qualidade do movimento do nosso corpo. Pois é, aos poucos ele passa a ser negligenciado e o sedentarismo toma conta. Hábitos antes saudáveis passam a ser substituídos pela lei do mínimo esforço e isso vale ...

Você continua sendo.

Convide-se  para uma conversa! Independente da idade, do problema, da doença ou condição pela qual você está passando: v ocê continua sendo você.  Por isso, coloque- se em primeiro lugar. Quantas vezes nos perdemos em meio aos nossos problemas, ou pior, em meio aos problemas dos outros? Lembre-se,  mesmo passando por uma situação caótica, você segue aí! Em muitos momentos é comum vermos as pessoas personificando uma doença ou condição (ou deficiência).  O que você é, situação, condição ou doença alguma conseguirá tirar de você. Já escutou alguém dizer: - Eu sou "oculante" - para quem utiliza óculos? Ou - Eu sou "bengalante" - para quem utiliza bengala? Então por que personificar o AVC ou o Parkinson ou a condição de demência? Pessoas acometidas pelo  AVC ou que sofrem uma lesão medular, não se limitam a  sobreviverem, vivem!  Di agnosticadas com Parkinson, Esclerose Múltipla, demências, seguem,  apesar dessas condições, sendo pessoas, não trans...

O fácil complicou.

"É impensável fazer uma coisa difícil todos os dias"  - Rômulo Barale -   Depois de escutá-lo, essa frase não saiu, e não sai, da minha cabeça, mas e quando o fácil torna-se desafiador ou quando o simples complica, ou ainda, quando a tranquilidade vira "treta"? Na frase acima, o  Rômulo Barale  referiu-se a importância de nos mantermos em movimento, ele como portador da doença de Parkinson e entendedor do assunto, segue a risca uma rotina consciente e constante, dedicada a promoção da sua qualidade de vida e ao enfrentamento dos desafios impostos pela condição neurodegenerativa. Essa matéria no entanto não será sobre ele, mas bem que poderia.  Ela é  sobre o que fazer quando o fácil, complica? Em  qualquer condição de saúde, não necessariamente em situação de doença. Já pensou sobre isso? Se nunca? Vamos pensar juntos?! Observemos uma gripe, em menos de 24hs está tudo bem e de repente, dor de cabeça, exaustão, dor no corpo e: cama. Pensar em qualq...

Mapeando o OFF/CONGELAMENTO

Verdade seja dita, é deseperador, por vezes até, enlouquecedor passar 30min - 1h em período OFF ou congelar toda vez que se pensa em sair de casa. Essa situação é uma das mais desafiadoras para quem convive com a Doença de Parkinson e não há receita mágica É um pra um. Os períodos OFF são individuais, intransferíveis e de automanejo. Não respondem a medicação e, inclusive, acontecem com quem não faz uso de medicamento. Sabia? Então o automanejo está para o período OFF, assim como levodopa está para o tremor/rigidez. O mapeamento precisa ser feito/treinado e tudo começa pela autoobservação do corpo. As pessoas com a doença DEVEM dedicarem-se a conhecer os sinais enviados pelo seu corpo, não existe plano B, é encarar e aprender. Vamos entender melhor? Uma das principais características da Dopamina, neurotransmissor insuficiente na DP, está na sua ação sobre o chamado  sistema de recompensa.  A o realizar determinadas atividades, como beber quando se tem sede, comer ao sentir fom...