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Mostrando postagens de maio, 2022

A brincadeira ficou séria

Tirinhas Brincar não é e nunca foi perda de tempo, mas essas bonecas levam a coisa a sério mesmo. A jornada da neurofuncional fez meu caminho cruzar com muita gente bacana, mas nunca pensei que brincar de bonecas poderia se tornar tão sério e tão divertido ao mesmo tempo. A turma que convive com o sr. Parkinson fez e faz minha vida  virar de ponta cabeça desde o primeiro contato há tempo, esse ano porém, foi mesmo disruptivo, uma virada de chave, um "chacoalhão" nos meus conceitos. Há pouquíssimo tempo conheci a Edi, idealizadora do Projeto Vem Brincar de Boneca para Falar de Coisa Séria, que usa as tirinhas para espalhar informações sobre o dia a dia de quem convive com a Doença de Parkinson, mas não se limita a isso. Edileusa é uma mulher com uma história incrível, se mostrou um pouquinho pra mim e sua disposição mexeu comigo. Certamente, mexerá com você. Com seu aval, compartilho algumas tirinhas do Projeto para que mais pessoas tenham acesso a aspectos como: 1. Conviver c...

A sensação é que fica.

As alterações de humor que ocorrem  em alguns problemas neurodegenerativos (demenciais ou não) são desafiadoras para paciente, família e equipe profissional envolvida no cuidado.  A conversa está muito boa quando, de repente, 'pah': O "tempo fecha", o humor muda, as ações se transformam em reações e fica impossível fazer qualquer coisa.  Pior ainda quando acontece perto da hora da refeição ou do remédio, daí "está tudo perdido", muitas vezes, a rotina que levamos semanas para ajustar é desorganizada em um dia, em um horário. A hora do alimento/remédio afeta diretamente o humor, a qualidade de vida da pessoa, suas relações e também o desempenho dela nos atendimentos e demais atividades.  Uma pessoa agitada rende tanto quanto uma sonolenta; uma pessoa faminta se concentra pouco e, quem é que gosta de se movimentar de barriga cheia? Entenda que é natural as pessoas com alguma condição neurofuncional resistirem a qualquer atividade que as façam sair do conforto,...

8 atitudes indispensáveis nas neurodegenerativas

  Na prática? Cumprimente a pessoa pelo nome e diga o seu. SEMPRE!       Essa dica vale para cuidadores, familiares, amigos.     Ex: "Oi pai, é Fernando." "Bom dia Da. Odete, é Letícia, fisioterapeuta."... essa atitude r esgata/mantém o significado do ambiente e das pessoas. Insista menos, sugira mais.  Como? Trocando o: "Hora do banho Da. Odete!" por uma conversa antecipando o banho, incluindo a pessoa na organização das roupas, do banheiro. Isso deve ser aplicado a todas as suas rotinas: alimentação, vestir-se, sair de casa, antes de receber uma visita. A maneira como as rotinas são organizadas e conduzidas interfere direto no humor da pessoa, é preciso orientar a família e os cuidadores e construir abordagens mais adequadas. Os atendimentos da neurofiso não devem ser  puramente físicos e, principalmente, a partir da fase moderada das doenças,  devemos usar o que ainda resta de função associado aos estímulos neurocognitivos prévia...

Manejando o "e quando?"

- E quando eu não lembrar - E quando eu me perder? - E quando eu esquecer? - E quando eu não puder mexer? São tantos os "e quandos"... Eles acompanham todas as pessoas que recebem o diagnóstico de Declínio Cognitivo ou alguma doença neurodegenerativa. Não foi diferente com Julião, que ao recebê-la, pôs-se a organizar suas coisas pessoais. Etiquetou todas as portas e gavetas do escritório, pastas com documentos importantes, inclusive as caixas do relógio e óculos de sol preferidos (e únicos). Margarida o observou, sem se intrometer, e até ajudou o marido - no pouco que lhe foi permitido. Semanas se passaram e a data da nova consulta chegou. Julião quis ir sozinho ao médico e Margarida, apesar da pressão feita pelos filhos, concordou com o marido. O taxista chegou no horário marcado e, como de costume, apressou-se para abrir a porta do carona - ao seu lado, na frente. Era onde Julião gostava de sentar quando não estava com a esposa (neste caso a acompanharia no banco de trás). ...