Pular para o conteúdo principal

Mapeando o OFF/CONGELAMENTO


Verdade seja dita, é deseperador, por vezes até, enlouquecedor passar 30min - 1h em período OFF ou congelar toda vez que se pensa em sair de casa.

Essa situação é uma das mais desafiadoras para quem convive com a Doença de Parkinson e não há receita mágica

É um pra um. Os períodos OFF são individuais, intransferíveis e de automanejo.

Não respondem a medicação e, inclusive, acontecem com quem não faz uso de medicamento. Sabia?

Então o automanejo está para o período OFF, assim como levodopa está para o tremor/rigidez.

O mapeamento precisa ser feito/treinado e tudo começa pela autoobservação do corpo. As pessoas com a doença DEVEM dedicarem-se a conhecer os sinais enviados pelo seu corpo, não existe plano B, é encarar e aprender.

Vamos entender melhor?

Uma das principais características da Dopamina, neurotransmissor insuficiente na DP, está na sua ação sobre o chamado sistema de recompensa.  Ao realizar determinadas atividades, como beber quando se tem sede, comer ao sentir fome, gostar de uma atividade e manter o foco no assunto, para tal, algumas áreas do cérebro recebem os estímulos e ativam a liberação de dopamina, dando a sensação de prazer que sustentam o comportamento.

Sua ação também influencia as nossas emoçõesaprendizado,
atenção e HUMOR. 

Além disso, a dopamina atua controlando o sistema motor, e a sua deficiência afeta diretamente os movimentos.

E o OFF com isso?
No período OFF ocorre a diminuição da oferta de dopamina (pela medicação) intensificando os sintomas, daí a importância de planejar seus momentos de "baixa dopamina" e organizar-se para descansar ou realizar atividades/tarefas que não exijam tanta dedicação, atenção, disposição.


Não é perda de tempo se preparar para o período OFF. Então: Improvise. Adapte-se e  Supere-o.

Precisa de ajuda nesse primeiro passo?

E para receber as matérias assim que forem publicadas, envia um e-mail pra mim!

Abraço. 

Letícia B. Fagundes

CREFITO - 95.953-F

Especialização em Fisioterapia Neurofuncional

Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica (em curso)




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O jogo do: Inspira - pinça; Expira - flecha. 

Aí vai meu convite! Que tal colocar não só o corpo, mas a vida em movimento? O recurso surge da necessidade de incentivar um comportamento ativo na população adulta com problemas neurofuncionais, espalhar movimento; movimento físico e mental, além do diagnóstico. A proposta do baralho? Um jogo de sombras que associa numerais, imagens, respiração e muito movimento, claro! O praticante é livre para realizar as posturas isoladamente ou em sequência; seguir as imagens, ou as sombras, ou ainda misturá-las, ou mais, memorizar a sequência de nomes/números e se desafiar a praticar sem olhar para a figura. E o importante: todas as posturas não só podem como devem ser adaptadas conforme as necessidades físicas de cada pessoa. Pronto para colocar corpo e mente a fucionarem juntos? Então adquira logo o seu e para começar: Inspira  - pinça Expira - flecha  Envio para todo o 🇧🇷! Abraço,  Letícia B. Fagundes  CREFITO - 5 95.953-F  Especialização em Fisioterapia Neurofun...

A disciplina sempre vence?

"Não espere a vontade chegar, só vai." Isso nem sempre acontece, ou melhor, esse "só vai" é consequência de um comportamento, muitas vezes, construido com disciplina, mas ela nem sempre vence. Por isso tantos planos e metas de início de cada ano acabam falhando, disciplina é construída e consolidada a longo prazo, não responde aos mirabolantes e irreias check-lists. Mudar UMA atitude pode ser mais benéfico e eficiente que uma lista inteira de metas. Olhe para isso, identifique UMA atitude que pede por transformação em 2024, ao longo do ano dedique-se a lapidá-la e preste atenção nas mudanças "automáticas". Disciplina se desenvolve aos poucos e se, no lugar de uma lista imensa de metas, você eleger UMA atitude a ser trabalhada, certamente grandes mudanças serão vivenciadas. Em uma observação rápida, qual atitude tem pedido mudança aí dentro? Que em 2024 nossa disciplina tenha a chance de fortalecer. Abraço, Letícia Bombassaro Fagundes  Fisioterapeuta Neurof...

Autogerenciamento da DOR

  Autogerenciamento da (resposta de) DOR Programas de autogerenciamento, inseridos em diferentes técnicas para o tratamento da dor, são considerados eficazes em diminuir a dor crônica, melhorar a função e humor em adultos jovens, entretanto (ainda) pouco se sabe sobre a eficácia dessa prática em idosos. Faço questão de iniciar a matéria de hoje com trechos de uma publicação antiga   porque, ou procuramos entender que dor é uma resposta, ou jamais encontraremos a causa e menos ainda a trataremos de maneira correta. Isso tudo para dizer que a grande maioria das dores crônicas não apresentam lesão, dano ou cicatriz "mal curada",... A maioria das dores crônicas, inclusive as que vem e vão sem explicação, são respostas aprendidas e armazenadas pelo  corpo (sistema nervoso periférico e central) - desde os nervos lá do dedinho do pé, medula espinal até o cérebro. Você vai perguntar então:  - Meu pescoço pode doer aos 40 porque eu caí e bati muito forte aos 5 anos de idade?...