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Autogerenciamento da DOR

 Autogerenciamento da (resposta de) DOR

Programas de autogerenciamento, inseridos em diferentes técnicas para o tratamento da dor, são considerados eficazes em diminuir a dor crônica, melhorar a função e humor em adultos jovens, entretanto (ainda) pouco se sabe sobre a eficácia dessa prática em idosos.

Faço questão de iniciar a matéria de hoje com trechos de uma publicação antiga porque, ou procuramos entender que dor é uma resposta, ou jamais encontraremos a causa e menos ainda a trataremos de maneira correta.

Isso tudo para dizer que a grande maioria das dores crônicas não apresentam lesão, dano ou cicatriz "mal curada",... A maioria das dores crônicas, inclusive as que vem e vão sem explicação, são respostas aprendidas e armazenadas pelo  corpo (sistema nervoso periférico e central) - desde os nervos lá do dedinho do pé, medula espinal até o cérebro.

Você vai perguntar então: 

- Meu pescoço pode doer aos 40 porque eu caí e bati muito forte aos 5 anos de idade? 

Eu reponderei (eu não, mas as pesquisas responderão):

Sim. Entretanto, a resposta é muito mais complexa; quem dera não o fosse!

As experiências (prévias) de respostas dolorosas determinam a maneira que cada um lida com eventos potencialmente ameaçadores (aqueles que, sabidamente, podem causar nova resposta de dor).

Então se esta dor persistir por 03 meses (continuamente ou indo e voltando), será considerada crônica e consequentemente disfuncional.

"... algumas vezes não damos atenção aos alertas enviados pelo corpo e essa resposta passa a ser permanente... e aí mora o perigo... deixa de ser uma resposta de proteção e passa a ser uma disfunção (função prejudicada ou anormal) aprendida."
Nestes casos o autogerenciamento da dor PARECE ter efeito positivo no manejo e controle da intensidade, frequência e principalmente na identificação de fatores desencadeadores da resposta dolorosa.

Acima escrevi dores persistentes por 03 meses - cabe aqui mais um 'depende': porque quando crônicas elas podem acontecer, também, a cada 6 meses com intervalos de completa ausência de desconforto.

Ao aplicar esse conceito às pessoas idosas cujas memórias carregam as mais diversas experiências dolorosas (aqui não cabe julgar quais), estímulos desencadeadores e maneiras de lidar com elas ao longo da vida, pergunto:

- Será que um analgésico (ou repouso) resolve o problema de todas essas diferentes respostas dolorosas?

- Não seria interessante auxiliá-los no autogerenciamento destas dores, invés de correr para o "anestesiamento" deste alerta sobre algo que, supostamente, não vai bem?

Lanço a reflexão. E você o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário  e aproveita para cadastrar seu e-mail, assim você receberá as matérias sempre que forem publicadas.

Letícia B. Fagundes
CREFITO -95.953-F

Especialização em Fisioterapia Neurofuncional
Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica
Qualificação em Neuromodulação Não Invasiva

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