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IASP, 2020

Além desta definição, cabe informar que DOR:
  • não é sinônimo de lesão (ou machucado), nem de cicatrização incompleta ou sub-tratamento;
  • o estado do tecido (pele, músculo, osso,...) não determina a existência ou sua intensidade, mas a percepção implícita (aprendida) de ameaça;
  • toda dor que se repete por 03 meses é considerada crônica, passa a ser entendida (pelo corpo) como uma disfunção e não é, obrigatoriamente, diária.
Dor é um tema bastante amplo e tão subjetivo que demanda tempo, atenção e empatia para sua total avaliação e compreensão.

Nas matérias desta semana tentarei descrever de maneira simples alguns aspectos envolvidos neste fenômeno que incapacita tanta gente no mundo todo para ajudar o/a leitor(a) na compreensão e, quem sabe, redução desta resposta.

 Reduzir a avaliação da dor a sua intensidade é, no mínimo, irresponsável, visto que ela sofre influência e responde a fatores biopsicossociais.

Então vamos conversar sobre auto-gerenciamento da dor? O que isso significa? É aplicável?

Antes de apresentar o termo auto-gerenciamento é necessário ter em mente que DOR É SEMPRE UMA RESPOSTA. 

O grande problema é que algumas vezes não damos atenção aos alertas enviados pelo corpo e essa resposta passa a ser permanente... e aí mora o perigo... ela deixa de ser uma resposta de proteção e passa a ser uma disfunção (função prejudicada ou anormal) aprendida.

O auto-gerenciamento da dor envolve acompanhamento interdisciplinar com intervenções que incorporam componentes educativos, cognitivos e comportamentais e tem se mostrado eficaz na melhora da dor e da incapacitação física e psicossocial que busca reorganizar a disfunção citada acima.

Abordagens não farmacológicas da dor crônica vêm sendo desenvolvidas com o objetivo de aumentar a habilidade dos pacientes em lidar com suas dores.

O auto-gerenciamento da dor é uma destas abordagens e inclui educação sobre a dor, treinamento para auto-identificação de possíveis causas que desencadeiam a resposta dolorosa, estabelece metas, exercícios/ atividades físicas e o uso de terapias físicas com o objetivo de manejar e sempre que possível reduzir a dor, melhorar o humor e o funcionamento psicossocial.

A dor crônica no idoso é bastante prevalente e com o aumento do envelhecimento da população, cada vez mais comum na rotina do profissional de saúde. Em decorrência das alterações metabólicas de fármacos e maior possibilidade de eventos adversos nessa população, torna-se fundamental a adoção de medidas não farmacológicas associadas ao seu tratamento medicamentoso, possibilitando, em muitas situações, a redução dos riscos de efeitos indesejáveis e mantendo um controle adequado da dor.

Programas de auto-gerenciamento, que incorporem diferentes técnicas para o tratamento da dor, são considerados eficazes em diminuir a dor crônica, melhorar a função e humor em jovens, entretanto pouco se sabe sobre a eficácia dessa prática em idosos. 

Não estará na hora de falarmos sobre isso?

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Abraço,

Letícia B. Fagundes
CREFITO -95.953-F

Especialização em Fisioterapia Neurofuncional
Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica (em curso)


 

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