A técnica permite trabalhar diversos estímulos indispensáveis para um bom movimento acontecer.
Ajuda a:
1. alinhar o segmento do corpo no espaço e localizá-lo, além de ajustar estruturas distais, ou seja, longe do enfaixamento;
2. organizar as infos enviadas pelo membro sobre o meio em que está apoiado.
Pessoas com problemas neurofuncionais se beneficiam bastante desta ferramenta. O enfaixamento pode ser restritivo, compressivo ou proprioceptivo, todos são eficientes quando bem aplicados e controlados pelo neurofisio.
Um exemplo é a utilização em sobreviventes ao AVC à Direita, ou seja, pessoas que tiveram o lado direito do cérebro acometido pelo AVC.
Isso porque quando uma lesão acontece no lado direito do cérebro, a capacidade sensório-perceptiva é mais fortemente atingida, pois este hemisfério é o principal responsável por esse controle.
Entretanto não se limita "ao AVC", o enfaixamento pode ser usado em pessoas com doença de Parkinson, fases iniciais de algumas demências; pessoas com esclerose múltipla, pós lesão medular e pessoas com comprometimento cerebelar e vestibular também se beneficiam.
O enfaixamento permite um trabalho riquíssimo, mas lembre-se de fazê-lo com profissional qualificado; os prejuízos do seu uso inadequado podem ser altos.
Letícia B. Fagundes
CREFITO - 95.953-F
Especialização em Fisioterapia Neurofuncional
Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica (em curso)
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