Eis que surge o primeiro desafio/ dificuldade para quem acompanha o cuidado diário de pessoas acamadas (com problemas neurofuncionais ou não):
Trocar a pessoa de posição enquanto ela "não se ajudar".
Primeiro, o posicionamento da pessoa na cama determinará sua recuperação e qualidade de vida; segundo, ficar acamado nem sempre será uma condição permanente e as orientações a seguir se aplicam a qualquer situação.
Sabe aquela 'siesta' de 15 - 20 minutinhos depois do almoço que, ao acordar, o braço formiga ou o pé está "morto"?
Imagina 2hs depois?
Quando bem posicionada ao leito (na cama), a pessoa será estimulada a recuperar suas funções e atividades (após um AVC, por exemplo) e o contrário também é verdadeiro, se posicionada de maneira inadequada, sua recuperação será prejudicada, podendo evoluir inclusive, para novos problemas: encurtamentos, deformidades, feridas, pneumonias, (etc,...).
Toda pessoa acamada deve ser trocada de posição, no máximo,
a cada 2hs!
Para isso utiliza-se: toalha, travesseiro, almofada, cunha (almofada triângulo), rolos de diferentes tamanhos, colchão - piramidal ou pneumático.
Também utilizamos o corpo - dos cuidadores (familiar ou profissional), dos técnicos de enfermagem, dos enfermeiros, dos fisioterapeutas, dos médicos - que além de músculos fortes, necessitam de posturas adequadas durante as transferências para evitarem acidentes e lesões.
Então: Barriga para dentro e para cima, respira e agacha!!!!
Deitar de barriga para cima é a posição que:
- MENOS ⇨ ventila a parte de trás dos pulmões (sim, entra menos ar),
- MAIS ⇨ pressiona regiões de maior risco para o aparecimento de feridas e
- MAIS ⇨ expões a pessoa à pneumonia por aspiração (falaremos disso mais adiante)
Deitar de lado além de DESCANSAR - o lado que está para cima - da pressão sofrida (enquanto esteve por baixo), o pulmão de cima é MELHOR ventilado.
E deitar de barriga para baixo, pode?
Sempre que não houver contra-indicações, SIM! E claro que com equipe treinada e tempo controlado.
Mas... por que colocar uma pessoa acamada deitada assim?
Porque desta maneira estimulará, e muito, as respostas neuromusculares das costas (indispensáveis para voltar a caminhar, por exemplo e equilíbrio), além de melhorar a troca de ar dos pulmões enquanto a pessoa não fica em pé.
Na próxima publicação, dicas para facilitar essas transferências.
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Movimento é pra todo mundo!
Abraço,
Letícia B. Fagundes
CREFITO -95.953-F
Especialização em Fisioterapia Neurofuncional
Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica (em curso)
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