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E depois do AVC, o que?



Foram gastos 4 minutos para subir a rampa. Já foram necessários 32 minutos. É mole ou quer mais?

Eu quero sempre mais...

E ele, sobrevivente de um AVC gravíssimo (sim, o AVC foi medonho), entregou muito mais. 

Conquistou o quatro apoios e de lá, conseguiu ficar sobre os joelhos - sem medo!

- Quer descansar? Perguntei.

- Nããão, "tá bom" aqui. Respondeu ele, experimentando a posição que há, pelo menos, 01 ano não assumia.

- Então agora senta nos calcanhares e volta. 

- Então não me empurra - disse ele.

Isso!!! Converse com quem está resgatando o movimento. 

A sensação e a percepção são deles, o corpo é deles. Nós, tu e eu, somos facilitadores.

É sensacional acompanhar cada "pequena" conquista! Não me canso.

Estamos caminhando na direção certa e cabe contar que antes de se despedir desceu a mesma rampa... mas daí ninguém quis cronometrar, apenas admirar a grandeza que existe no processo de reconquistar e sustentar - com a determinação que só um sobrevivente do AVC possui - um passo depois do outro.

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Compartilho esse momento, porque eles nos mostram o quanto precisamos trabalhar juntos:

  • irmãos, 
  • filhos,
  • cunhados, 
  • tios, 
  • pai, mãe, 
  • vizinhos, 
  • amigos 
  • e até mesmo desconhecidos, que muitas vezes são enviados pelo universo (ou como  você preferir) para nos ajudar.
  • profissionais.
Admiração imensa por todas as redes de apoio desse mundo.
Por causa de vocês muitas conquistas são alcançadas e tantas vidas são transformadas.

Se sentir vontade, envia um e-mail pra mim, assim eu poderei compartilhar as próximas matérias diretamente com você e saiba mais sobre nosso Grupo de Apoio, a sua presença muda tudo.

Abraço,

Letícia B. Fagundes
CREFITO -95.953-F

Especialização em Fisioterapia Neurofuncional
Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica (em curso)



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