Eu quero sempre mais...
E ele, sobrevivente de um AVC gravíssimo (sim, o AVC foi medonho), entregou muito mais.
Conquistou o quatro apoios e de lá, conseguiu ficar sobre os joelhos - sem medo!
- Quer descansar? Perguntei.
- Nããão, "tá bom" aqui. Respondeu ele, experimentando a posição que há, pelo menos, 01 ano não assumia.
- Então agora senta nos calcanhares e volta.
- Então não me empurra - disse ele.
Isso!!! Converse com quem está resgatando o movimento.
A sensação e a percepção são deles, o corpo é deles. Nós, tu e eu, somos facilitadores.
É sensacional acompanhar cada "pequena" conquista! Não me canso.
Estamos caminhando na direção certa e cabe contar que antes de se despedir desceu a mesma rampa... mas daí ninguém quis cronometrar, apenas admirar a grandeza que existe no processo de reconquistar e sustentar - com a determinação que só um sobrevivente do AVC possui - um passo depois do outro.
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Compartilho esse momento, porque eles nos mostram o quanto precisamos trabalhar juntos:
- irmãos,
- filhos,
- cunhados,
- tios,
- pai, mãe,
- vizinhos,
- amigos
- e até mesmo desconhecidos, que muitas vezes são enviados pelo universo (ou como você preferir) para nos ajudar.
- profissionais.
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