Pular para o conteúdo principal

Mostra pra eu ver como se faz?


Mostrar pra quê?

Por que insistimos em nos prender aos padrões de movimentos já conhecidos?

Por que os movimentos diferentes nos incomodam tanto?

A resposta é MEDO.

Medo de errar, de se frustrar, de mostrar vulnerabilidade, de pedir ajuda, de ser julgado.

Que tal, então, experimentar  um movimento e só depois pedir auxílio para aprimorá-lo?

Sempre que experimentamos algo novo, saímos do automático, não se trata de buscar, incansavelmente, o novo, mas experimentar o mesmo de maneiras diferentes, mudar o ângulo, a perspectiva.

Ao escolhermos este caminho do experimentar nos permitimos o resultado despretensioso e nossos movimentos ganham leveza; novas possibilidades são criadas.

O movimento, antes de qualquer coisa, comunica, expressa muito do que somos e, ao impormos padrões de certo  ou errado, engessamos nosso comportamento e nossas atitudes.

No universo neurofuncional adulto, observo a busca interminável pelo movimento "normal". Pare. Escolha resgatar teu movimento livre de rótulos ou padrões de normalidade, eles não existem!

Permita-se comunicar tua alegria, tua empatia, tua molequice em cada movimento reconquistado, isso fará toda diferença no teu tratamento e sobre tudo, na tua vida.

Padrões adequados ou inadequados servem para rastreio técnico, formal, não para a rotina de casa/trabalho; servem para mensurar tua evolução no tratamento, não para limitar teu dia a dia; servem para indicar novas estratégias de intervenção, não para corrigir tua dança.

Combinado assim? Experimente movimentar teu corpo sem um exemplo a ser seguido, siga o teu ritmo interno, pode ser a batida do teu coração, ou o da entrada / saída do ar dos teus pulmões, o cantarolar em pensamento.

Medo? Sim, também o conheço.

Conta comigo que te ajudo a encará-lo!

Para mais matérias como essa, faça parte da lista de e-mails aqui no blog e enviarei pra ti, sempre que eu e as publicar.

Abraço,

Letícia Bombassaro Fagundes

CREFITO-5 95.953-F

Fisioterapeuta Neurofuncional

Pós em Neuropsicopedagogia Clínica




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O jogo do: Inspira - pinça; Expira - flecha. 

Aí vai meu convite! Que tal colocar não só o corpo, mas a vida em movimento? O recurso surge da necessidade de incentivar um comportamento ativo na população adulta com problemas neurofuncionais, espalhar movimento; movimento físico e mental, além do diagnóstico. A proposta do baralho? Um jogo de sombras que associa numerais, imagens, respiração e muito movimento, claro! O praticante é livre para realizar as posturas isoladamente ou em sequência; seguir as imagens, ou as sombras, ou ainda misturá-las, ou mais, memorizar a sequência de nomes/números e se desafiar a praticar sem olhar para a figura. E o importante: todas as posturas não só podem como devem ser adaptadas conforme as necessidades físicas de cada pessoa. Pronto para colocar corpo e mente a fucionarem juntos? Então adquira logo o seu e para começar: Inspira  - pinça Expira - flecha  Envio para todo o 🇧🇷! Abraço,  Letícia B. Fagundes  CREFITO - 5 95.953-F  Especialização em Fisioterapia Neurofun...

A disciplina sempre vence?

"Não espere a vontade chegar, só vai." Isso nem sempre acontece, ou melhor, esse "só vai" é consequência de um comportamento, muitas vezes, construido com disciplina, mas ela nem sempre vence. Por isso tantos planos e metas de início de cada ano acabam falhando, disciplina é construída e consolidada a longo prazo, não responde aos mirabolantes e irreias check-lists. Mudar UMA atitude pode ser mais benéfico e eficiente que uma lista inteira de metas. Olhe para isso, identifique UMA atitude que pede por transformação em 2024, ao longo do ano dedique-se a lapidá-la e preste atenção nas mudanças "automáticas". Disciplina se desenvolve aos poucos e se, no lugar de uma lista imensa de metas, você eleger UMA atitude a ser trabalhada, certamente grandes mudanças serão vivenciadas. Em uma observação rápida, qual atitude tem pedido mudança aí dentro? Que em 2024 nossa disciplina tenha a chance de fortalecer. Abraço, Letícia Bombassaro Fagundes  Fisioterapeuta Neurof...

Autogerenciamento da DOR

  Autogerenciamento da (resposta de) DOR Programas de autogerenciamento, inseridos em diferentes técnicas para o tratamento da dor, são considerados eficazes em diminuir a dor crônica, melhorar a função e humor em adultos jovens, entretanto (ainda) pouco se sabe sobre a eficácia dessa prática em idosos. Faço questão de iniciar a matéria de hoje com trechos de uma publicação antiga   porque, ou procuramos entender que dor é uma resposta, ou jamais encontraremos a causa e menos ainda a trataremos de maneira correta. Isso tudo para dizer que a grande maioria das dores crônicas não apresentam lesão, dano ou cicatriz "mal curada",... A maioria das dores crônicas, inclusive as que vem e vão sem explicação, são respostas aprendidas e armazenadas pelo  corpo (sistema nervoso periférico e central) - desde os nervos lá do dedinho do pé, medula espinal até o cérebro. Você vai perguntar então:  - Meu pescoço pode doer aos 40 porque eu caí e bati muito forte aos 5 anos de idade?...