Pular para o conteúdo principal

Apoiem-se mais, curem-se mais.



Qual o sentido de criticar quem está se dedicando e se esforçando ao máximo?

Sim. Essa mensagem é pra ti, pessoa portadora de algum problema neurofuncional que é especialista em críticar cruelmente outras pessoas portadoras de problema neurofuncional.

Entendo que é difícil, mas é difícil para todos nessa jornada. Ou alguém pensa que é legal trabalhar 3 meses para mexer a mão, 6 meses para ficar sentado, 1 ano (e não raro, 2 ou 3) para voltar a caminhar e quando volta, a comemoração é achatada pela crítica ou pressão por agilidade.

- Oi?

Saiba que essa crítica raramente é para a pessoa que recebe, mas fala muito sobre quem a dispara.

Certa vez escutei, incrédula:
- Letícia você é mais empática com pessoas portadoras de problemas neurofuncionais do que elas são com elas mesmas.

Na verdade eu entendo que cada um tem seu processo e respeito todos eles, entretanto assisto um disparate: pessoas no mesmo barco agredindo uns aos outros 'gratuitamente'.

Todos estamos dando nosso máximo e trabalhando para vencer um dia de cada vez, um movimento de cada vez, em busca de uma vida mais leve.

Exerço meu trabalho de modo a contagiá-los com essa leveza e ao me deparar com pessoas jogando contra (si próprias), me preocupo.

Empatia e compaixão também têm limite e é esse o recado, dê o seu limite a esse tipo de crítica desconstrutiva. Olhe para o teu processo, para os teus resultados e para o esforço dedicado.

Então para a semana que vem chegando, incentivem-se mais, apoiem-se mais, curem-se mais.

Abraço,
Letícia Bombassaro Fagundes 
Fisioterapeuta Neurofuncional 
CREFITO-5: 95.953-F 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O jogo do: Inspira - pinça; Expira - flecha. 

Aí vai meu convite! Que tal colocar não só o corpo, mas a vida em movimento? O recurso surge da necessidade de incentivar um comportamento ativo na população adulta com problemas neurofuncionais, espalhar movimento; movimento físico e mental, além do diagnóstico. A proposta do baralho? Um jogo de sombras que associa numerais, imagens, respiração e muito movimento, claro! O praticante é livre para realizar as posturas isoladamente ou em sequência; seguir as imagens, ou as sombras, ou ainda misturá-las, ou mais, memorizar a sequência de nomes/números e se desafiar a praticar sem olhar para a figura. E o importante: todas as posturas não só podem como devem ser adaptadas conforme as necessidades físicas de cada pessoa. Pronto para colocar corpo e mente a fucionarem juntos? Então adquira logo o seu e para começar: Inspira  - pinça Expira - flecha  Envio para todo o 🇧🇷! Abraço,  Letícia B. Fagundes  CREFITO - 5 95.953-F  Especialização em Fisioterapia Neurofun...

A disciplina sempre vence?

"Não espere a vontade chegar, só vai." Isso nem sempre acontece, ou melhor, esse "só vai" é consequência de um comportamento, muitas vezes, construido com disciplina, mas ela nem sempre vence. Por isso tantos planos e metas de início de cada ano acabam falhando, disciplina é construída e consolidada a longo prazo, não responde aos mirabolantes e irreias check-lists. Mudar UMA atitude pode ser mais benéfico e eficiente que uma lista inteira de metas. Olhe para isso, identifique UMA atitude que pede por transformação em 2024, ao longo do ano dedique-se a lapidá-la e preste atenção nas mudanças "automáticas". Disciplina se desenvolve aos poucos e se, no lugar de uma lista imensa de metas, você eleger UMA atitude a ser trabalhada, certamente grandes mudanças serão vivenciadas. Em uma observação rápida, qual atitude tem pedido mudança aí dentro? Que em 2024 nossa disciplina tenha a chance de fortalecer. Abraço, Letícia Bombassaro Fagundes  Fisioterapeuta Neurof...

Autogerenciamento da DOR

  Autogerenciamento da (resposta de) DOR Programas de autogerenciamento, inseridos em diferentes técnicas para o tratamento da dor, são considerados eficazes em diminuir a dor crônica, melhorar a função e humor em adultos jovens, entretanto (ainda) pouco se sabe sobre a eficácia dessa prática em idosos. Faço questão de iniciar a matéria de hoje com trechos de uma publicação antiga   porque, ou procuramos entender que dor é uma resposta, ou jamais encontraremos a causa e menos ainda a trataremos de maneira correta. Isso tudo para dizer que a grande maioria das dores crônicas não apresentam lesão, dano ou cicatriz "mal curada",... A maioria das dores crônicas, inclusive as que vem e vão sem explicação, são respostas aprendidas e armazenadas pelo  corpo (sistema nervoso periférico e central) - desde os nervos lá do dedinho do pé, medula espinal até o cérebro. Você vai perguntar então:  - Meu pescoço pode doer aos 40 porque eu caí e bati muito forte aos 5 anos de idade?...