Essa sentença é tão verdadeira que, grande parcela das pessoas em reabilitação física, deixam de evoluir em seu tratamento por não conseguirem desaprender. Isso é tão verdadeiro que, não raro, escutamos:
- Eu não sei fazer de outra maneira.
Ou
- Você não entende, eu nunca fiz assim.
Insistir nas frases acima é reflexo do que se define como rigidez cognitiva, uma barreira na jornada neurofuncional.
A situação mais complexa é quando a funcionalidade começa a retornar e a pessoa não se reconhece naquele novo movimentar-se, é quando o alerta precisa ser ligado, e o reaprender, reforçado.
Passamos a vida inteira desaprendendo para continuar a aprender, desconstruímos muito e nisso, ampliamos nosso vocabulário, nossa percepção sobre o mundo, nossa escuta. Então por que não permitir reaprender a movimentar-se?
Após uma lesão medular, por exemplo, o cérebro é forçado a reconstruir caminhos para que as transferências sejam retomadas - cama para cadeira de banho, cadeira de rodas para sofá, carro para cadeira de rodas. E da mesma forma, no pós AVC, no avanço da doença de Parkinson ou da Esclerose Múltipla.
Assim como tudo na vida, movimentar é um permanente desaprender.
...
É insuficiente dizer:
- A partir de agora é assim.
Isso não cabe. É preciso alimentar a inquietação infantil do brincar que temos dentro de nós para que o processo ganhe leveza.
E aí, pronto para reaprender? Se precisar de ajuda, conta comigo, formamos uma comunidade bacana, confira o perfil no instagram através do @lbfneurofisio

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