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Autogerenciamento da DOR

  Autogerenciamento da (resposta de) DOR Programas de autogerenciamento, inseridos em diferentes técnicas para o tratamento da dor, são considerados eficazes em diminuir a dor crônica, melhorar a função e humor em adultos jovens, entretanto (ainda) pouco se sabe sobre a eficácia dessa prática em idosos. Faço questão de iniciar a matéria de hoje com trechos de uma publicação antiga   porque, ou procuramos entender que dor é uma resposta, ou jamais encontraremos a causa e menos ainda a trataremos de maneira correta. Isso tudo para dizer que a grande maioria das dores crônicas não apresentam lesão, dano ou cicatriz "mal curada",... A maioria das dores crônicas, inclusive as que vem e vão sem explicação, são respostas aprendidas e armazenadas pelo  corpo (sistema nervoso periférico e central) - desde os nervos lá do dedinho do pé, medula espinal até o cérebro. Você vai perguntar então:  - Meu pescoço pode doer aos 40 porque eu caí e bati muito forte aos 5 anos de idade?...
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Quase 90 e, com eles, o desgaste natural, orgânico, do corpo. Dependente destes elementos orgânicos o equilíbrio apresenta prejuízos próprios do envelhecimento, por isso o investimento precisa começar cedo e deve ser contínuo. Em um mesmo trajeto rumo ao galinheiro ela desempenha a caminhada de maneira organizada (apesar do chinelo) e em seguida, passos completamente disfuncionais acontecem, tensos, para quem a acompanhava logo atrás, no caso, eu. A queda é iminente e acontecerá. O contrapeso? Reabilitação. Atividade física. Objetivos?  1. Alargar autonomia/ independência e minimizar os prejuízos. 2.Treinar queda para aumentar o repertório motor. 3. Construir estratégias de planejamento executivo. Sim, ela precisa de reforço, visto a perda de massa muscular, contudo, não limitemos as pessoas aos pacotes de movimentos em séries. Um dos primeiros sinais de comprometimento do equilíbrio é a instabilidade da marcha e, é também, um dos aspectos que elevam o risco de queda no idoso. Ao p...

A disciplina sempre vence?

"Não espere a vontade chegar, só vai." Isso nem sempre acontece, ou melhor, esse "só vai" é consequência de um comportamento, muitas vezes, construido com disciplina, mas ela nem sempre vence. Por isso tantos planos e metas de início de cada ano acabam falhando, disciplina é construída e consolidada a longo prazo, não responde aos mirabolantes e irreias check-lists. Mudar UMA atitude pode ser mais benéfico e eficiente que uma lista inteira de metas. Olhe para isso, identifique UMA atitude que pede por transformação em 2024, ao longo do ano dedique-se a lapidá-la e preste atenção nas mudanças "automáticas". Disciplina se desenvolve aos poucos e se, no lugar de uma lista imensa de metas, você eleger UMA atitude a ser trabalhada, certamente grandes mudanças serão vivenciadas. Em uma observação rápida, qual atitude tem pedido mudança aí dentro? Que em 2024 nossa disciplina tenha a chance de fortalecer. Abraço, Letícia Bombassaro Fagundes  Fisioterapeuta Neurof...

Nossos vazios

Nem tudo foi feito para ser resolvido. Dentre eles, nossos vazios. Eles estão ali para mostrar o que nos preenche de verdade. Vazio não é solidão, nem abandono, nem desapego. Vazio é vazio, nada preenche, senão aquilo que já não mais é. Por vezes tentamos encaixar algo (a todo custo) naquele incômodo que  insiste em nos perturbar, trazendo pensamentos, lembranças, momentos, pessoas, sentimentos, cheiros... Nada preenche, nada cura, nada resolve, pois ele não está para ser resolvido, mas sentido e vivido sempre e de novo. Olhe com gentileza para os teus vazios e se demore ali, certamente respostas significativas serão encontradas. Findar ciclos nos remete a reflexões, cuidemos dos nossos pensamentos e das nossas emoções, tratemo-nos com generosidade e compaixão. Abraço, Letícia Bombassaro Fagundes  Fisioterapeuta Neurofuncional  Pós Gr em Neuropsicopedagogia Clínica Interface Cérebro-mão no Pós AVC  CREFITO-5 95.953-F 

Programa Movimento Ampliado

A ideia surgiu da minha vivência como voluntária com a Associação Parkinson_Online. Isso mesmo, o programa é validado semanalmente há um ano, quando os diretores da Associação aceitaram a proposta de migrar o meu acompanhamento em grande grupo, para grupos menores e com início | meio | fim. Deu muito certo, quem passa pelo acompanhamento bimestral é que sabe, ou melhor, sente! Frente a esses resultados positivos nasceu a inquietação de estruturar um Programa de qualidade para além do Parkinson, assim nasce o Movimento Ampliado, um programa de acompanhamento bimestral para adultos com problemas neurofuncionais em grupos de até 08 pessoas. Aceita meu convite! Conheça o Programa Movimento Ampliado, o 1° Encontro será aberto aos interessados e acontecerá dia 20 de janeiro de 2024, as 15hs, via Google Meet. Se tu convives com algum problema neurofuncional, não importa onde, venha e descubra se a proposta é pra ti! A lista está crescendo, faça parte dela também! Como funcionará o Movimento...

Atleta de centavos!

A comparação com a alta performance adoece atletas amadores como tu e eu. Nos permitimos, cada vez menos, uma corridinha por diversão, pois o desempenho não será lá essas coisas, raramente nos dispomos a pedalar porque há mais de 20 anos não subimos numa bici, e... o que dirão, ou melhor, o que direi de mim? A expressão atleta de centavos não é minha, veio de uma pessoa que conheci ao voltar a quadra de vôlei, com esse mesmo espírito: - Olha, eu não entro em quadra há mais de 20 anos, nem sei o que fazer direito. Internamente, estava louca de feliz por estar ali e com expectativa de jogar como há 20 anos. Vontade não faltou e, mesmo a realidade não correspondendo ao que eu esperava, foi bom e é sempre bom. Da mesma fora o ciclismo, quando vejo a turma do pedal forte passando por mim, penso sempre, wooooow, ainda quero ter essa cadência! Sempre que o s guris e gurias  cruzam, levam um pedacinho de mim e eu adooooro cumprimentá-los! Nossa, sou apaixonada pelos ombros dos atletas...

É preciso desaprender

As pessoas não querem aprender como melhorar, elas querem melhorar. E, para isso, é preciso desaprender. Complicado? Essa sentença é tão verdadeira que, grande parcela das pessoas em reabilitação física, deixam de evoluir em seu tratamento por não conseguirem desaprender. Isso é tão verdadeiro que, não raro, escutamos: - Eu não sei fazer de outra maneira. Ou - Você não entende, eu nunca fiz assim. Insistir nas frases acima é reflexo do que se define como rigidez cognitiva, uma barreira na jornada neurofuncional. A situação mais complexa é quando a funcionalidade começa a retornar e a pessoa não se reconhece naquele novo movimentar-se, é quando o alerta precisa ser ligado, e o reaprender, reforçado. Passamos a vida inteira desaprendendo para continuar a aprender, desconstruímos muito e nisso, ampliamos nosso vocabulário, nossa percepção sobre o mundo, nossa escuta. Então por que não permitir reaprender a movimentar-se?  Após uma lesão medular, por exemplo, o cérebro é forçado a reco...

Você é substituível

O AVC é a principal causa de morte em mulheres, no Brasil e a uma das principais causas de incapacidade no mundo. Aproveito o dia mundial de conscientização sobre o AVC para abordar aspectos importantes deste universo. O AVC hemorrágico, um dos eventos de maior gravidade, ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral provocando sangramento (hemorragia). Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC e pode causar a morte com mais frequência. Outra informação é sobre a Hemiplegia (paralisação de um dos lados do corpo) Flácida ou Espástica, no primeiro tipo, o lado mais afetado "desaba" fica molinho mesmo, enquanto no segundo, acontece quando os músculos ficam rígidos. Ambos os tipos de hemiplegia fazem com que a pessoa tenha dificuldade de falar e se locomover. A espasticidade muscular, um distúrbio no controle muscular, caracteriza-se por tensão, rigidez, aumento dos r...

Eu perdi tudo, tudo, tudo...

"Tu (no caso, eu) és diabólica. Não sabe o que é dor e sofrimento, fica rindo de mim.  Eu perdi tudo, tudo, tudo e tu ficas rindo, eu quero que tu sintas a dor que eu tenho aqui." Enfim, a primeira conversa aconteceu. Agora sim, movimento a caminho. Eu sou feliz por esses momentos. Sim, tu leste certo. Eu sou feliz por confiarem em mim ao ponto de se permitirem um pedido de socorro como esse. Ninguém (nem mesmo eu) é capaz de entender a dor do outro, tão pouco mensurá-la. O riso, acima referido, é frequente nos meus atendimentos, pois como sabem rio (e muito) com cada paciente, mas o que isso significa?  Ao presenciar uma pequenina resposta -  conquista dessa paciente, que, sem saber, mostrou um esforço sobre-humano para conseguir controlar sua mão e fazer um carinho, quando o ímpeto não era exatamente esse, sorri, ri mesmo, comemorei: - Ele está voltando, o controle do movimento está voltando! Ela: "Tu és diabólica. Não sabe o que é dor e sofrimento, fica rindo de mim....

Um quarto é pequeno demais!

Qualquer quarto é pequeno demais para quem convive com problemas neurofuncionais. Pessoas que sobrevivem ao AVC PRECISAM retomar o contato com a rotina da sua casa o quanto antes. Você não estará maltratando seu familiar ao deixá-lo na cozinha enquanto prepara uma refeição, somente por ele fazer uso de sonda para se alimentar, muito pelo contrário, estará estimulando que ele volte a comer naturalmente. Coloque seu familiar a mesa em todas as refeições possíveis. Você não precisa esconder conversas sérias do seu familiar que, por ventura, ainda não consegue se comunicar.  Mantenha-o nas rodas de conversa com as visitas. Você não deve ficar "alisando o braço" do seu familiar e nem deve deixar que o façam sem que seja carinho genuíno - ninguém esfrega o braço de ninguém o dia inteiro! Na presença do seu familiar, converse com as pessoas considerando sua presença, não como se ele não estivesse ali. Convide amigos e familiares próximos para visitas individuais e deixem-os a sós pa...